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5 mitos sobre a MAMOPLASTIA DE AUMENTO

A mamoplastia de aumento é, sem dúvida, uma das cirurgias plásticas mais procuradas pelas mulheres atualmente. No entanto, mesmo sendo muito realizada e comentada nos veículos de comunicação, é comum receber em consultório pacientes que ainda têm dúvidas e receios em relação a esse procedimento cirúrgico.

Pensando nisso, selecionei 5 mitos muito comuns sobre o tema para esclarecer neste artigo:

 

  1. “A prótese de silicone interfere no diagnóstico do câncer de mama.”

 

Mito. Atualmente, os equipamentos de mamografia e ultrassom são extremamente modernos e o treinamento dos profissionais que realizam esses exames são avançados, proporcionando a precisão nos resultados, independente de se ter ou não uma prótese de silicone.
No entanto, é importante dizer que a mamografia em mulheres com próteses é especial, já que para se obter corretamente as imagens dos seios, é necessário realizar a chamada ‘manobra de Eklund’, em que se mobiliza a mama para expor ao Raio X apenas o tecido mamário.

 

  1. “A mamoplastia de aumento pode prejudicar a amamentação.”

MITO! A colocação das próteses de silicone em uma mamoplastia de aumento NÃO influencia no potencial de amamentação da mulher, já que as próteses são colocadas atrás das glândulas mamárias. Dessa forma, se a mulher não consegue amamentar, os motivos vão além da presença ou não de um implante de silicone. Por outro lado, algumas técnicas cirúrgicas mais complexas – como a redução mamária ou o lifting das mamas – podem sim interferir na amamentação futura. Isso porque essas cirurgias são feitas com incisões ao redor da aréola e removem parte do tecido mamário, podendo retirar uma quantidade de ductos lactíferos. Assim, é de extrema importância ter diálogo aberto e conversar sobre o assunto com o seu cirurgião antes de se submeter a uma mamoplastia.

 

  1. “O resultado da mamoplastia de aumento sempre fica “marcado” e nunca natural.”

Esse é um super mito! Há alguns anos atrás, a maioria das pacientes optava por colos mais marcados e volumosos. Hoje em dia, a tendência que se observa é de mamas cada vez mais naturais, com volumes moderados e colo discreto e delicado. O resultado das cirurgias pode ser extremamente natural, a depender das técnicas escolhidas e do tipo de implante mamário utilizado. Em virtude da evolução dos implantes de silicone, com as próteses anatômicas já é possível recriar um caimento exatamente igual ao colo natural.

 

  1. “É preciso trocar a prótese de 10 em 10 anos.”

Mito. Hoje em dia, devido à evolução na tecnologia das próteses utilizadas, não existe uma regra pré-definida em relação ao tempo para substituição dos implantes. As exceções que levam à necessidade de trocar as próteses são a contratura capsular (endurecimento da cápsula fibrosa que se forma ao redor da prótese), os efeitos da gravidade e do tempo (flacidez e ptose ou queda mamária), a ruptura da prótese de silicone. Uma vez que a prótese esteja no grupo das “saudáveis” ela não tem limite de duração. No entanto, o ideal é realizar o acompanhamento regular com o seu cirurgião e avaliar de forma individual a necessidade da troca dos implantes.

 

  1. “As próteses de silicone diminuem com o passar dos anos.”

M-I-T-O. Muitas pacientes que colocam próteses de silicone e retornam para acompanhamento após alguns meses da cirurgia, se queixam da sensação de que os seios  estão menos volumosos. Nesses casos, é importante esclarecer que as próteses mamárias NÃO perdem volume e nem diminuem de tamanho com o tempo. O que geralmente acontece é que logo após a cirurgia e nas primeiras semanas de pós-operatório, os seios tendem a ficar mais inchados, dando a sensação de que as próteses eram, de fato, mais volumosas. Com o processo de báscula mamária, em que as mamas se acomodam, desincham e atingem o tamanho esperado, a paciente pode sentir “falta” do volume inicial.

 

Todas essas informações devem ser bem esclarecidas pelo cirurgião, para que a mulher não crie expectativas irreais sobre as mamas operadas.

Dr. Guilherme Ribeiro

cirurgião plástico que se dedica à cirurgia plástica há mais de 15 anos, em uma trajetória pautada pela ética, excelência técnica e constante atualização.