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Especial Outubro Rosa – A luta contra o Câncer de Mama

Você sabia que o #câncerdemama é o segundo câncer mais comum entre as mulheres do mundo inteiro? A cada ano, cerca de 25% dos novos cânceres nas mulheres do mundo são um tumor maligno na mama. E é por este motivo que a Campanha Outubro Rosa se torna cada vez mais importante. Este movimento internacional visa a conscientização da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer, chamando a atenção de toda a população para a necessidade da consulta regular com o médico, da realização da mamografia – quando indicada – e do autoexame das mamas.

 

Os primeiros sinais do Câncer de Mama

 

Além do surgimento de nódulos indolores nos seios, também é importante notar sinais como a presença de líquidos e sangue nos mamilos, vermelhidão, inchaço e dor na pele da mama, o surgimento de áreas retraídas em uma parte da mama, a presença de sulcos, como se fosse um afundamento de uma parte da mama, alterações na aréola, surgimento de crostas ou feridas na pele junto do mamilo, coceira frequente na região e o endurecimento da pele da mama, que pode se tornar semelhante à uma casca de laranja. Ao observar algumas destas alterações, é importante buscar a orientação médica.

 

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico da doença é feito em diversas etapas:

  1. Primeiramente, pode ser encontrado um nódulo ou algum outro sinal do tumor no autoexame ou no exame de rotina em consultório. É possível também observar alguma alteração nas mamografias rotineiras, quando a mulher já tem indicações para realizar o exame com regularidade;
  2. Após encontrado algum sinal, o médico possivelmente solicitará outros exames de imagem, como a ressonância magnética e a ecografia;
  3. Por fim, é necessário realizar uma biópsia do tecido coletado da mama para avaliar se, de fato, se trata de uma lesão maligna e, em caso positivo, para traçar o plano de tratamento.

O tratamento do Câncer de Mama

Felizmente, quando detectado de forma precoce, o câncer de mama tem grandes chances de cura. Existem diversos tratamentos para os tumores malignos das mamas, que podem ou não ser associados. De forma geral, todo câncer deve ser, primeiramente, retirado cirurgicamente. Após a cirurgia, outros tratamentos podem ser iniciados, como a radioterapia, a quimioterapia, a imunoterapia e a hormonioterapia.

Os fatores que determinam a escolha do melhor tratamento em cada caso são: a presença ou ausência de receptores hormonais, o estadiamento do tumor, o diagnóstico de metástase ou não, o estado de saúde e a faixa etária do paciente.

 

Como é feita a Cirurgia de Reconstrução Mamária?

 

Além de afetar a saúde das mulheres, o câncer de mama é, sem dúvida, uma das doenças que mais prejudica a autoestima e a confiança feminina. Isso porque a mastectomia , cirurgia que visa remover o tumor em conjunto com toda a mama ou parte dela, geralmente resulta em um aspecto muito inestético dos seios. Felizmente, na maioria das vezes é possível reconstruir as mamas por meio de técnicas cirúrgicas eficazes.

A cirurgia de Reconstrução Mamária utiliza, além das próteses de silicone, tecidos e músculos da própria paciente para reparar toda a estrutura e forma da mama. As aréolas dos seios também podem ser reconstruídas por meio de retalhos, levantamento do bico ou, posteriormente, com a realização de micropigmentação local.

 

É possível prevenir a doença?

 

A prevenção do câncer de mama pode ser dividida em duas fases: primária e secundária. A etapa primária envolve a mudança de hábitos de vida, como a prática de exercícios físicos regulares, a boa alimentação, o controle do peso, controle do estresse em excesso e a ingestão com parcimônia de bebidas alcoólicas. Já a fase secundária da prevenção trata-se da realização do autoexame e de exames de rastreamento, a fim de fazer o diagnóstico precoce. A maioria das mulheres deve fazer mamografias anualmente após os 40 anos. No entanto, as pacientes com histórico familiar de câncer de mama, devem iniciar a realização do exame 10 anos antes do caso mais precoce na família.

 

Prótese de silicone X Câncer de Mama


Muito se fala sobre a relação das próteses de silicone e o surgimento do câncer de mama. O primeiro ponto que deve ser esclarecido é que não há evidência científica que comprove ou indique uma associação causal entre os implantes mamários de silicone e o risco de desenvolvimento subseqüente do câncer.

Além disso, atualmente, os implantes não prejudicam mais a detecção dos nódulos, já que os equipamentos de mamografia e ultrassom são extremamente modernos e o treinamento dos profissionais que realizam esses exames são avançados, proporcionando a precisão nos resultados, independe de ter ou não uma prótese.

 

Cirurgião Plástico X Câncer de Mama

 

O cirurgião plástico também desempenha um papel de extrema importância na prevenção ou diagnóstico do câncer de mama , você sabia? Durante a consulta inicial e os acompanhamentos pré-operatórios, são feitos exames de toque das mamas e solicitados, pelo cirurgião, exames mais aprofundados para investigar, antes da mamoplastia, qualquer alteração nos seios.

Além disso, em algumas técnicas cirúrgicas, como na mastopexia e na redução mamária, o cirurgião remove excessos de tecidos das mamas e envia todo o material para análise laboratorial.

 

Dr. Guilherme Ribeiro

cirurgião plástico que se dedica à cirurgia plástica há mais de 15 anos, em uma trajetória pautada pela ética, excelência técnica e constante atualização.