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Infecções pós cirurgias de mama

Um tema importante a ser tratado antes de qualquer procedimento cirúrgico é a infecção pós-operatória. A  incidência é baixa, girando em torno de 2%, mas de ocorrência mundial, ou seja, em qualquer país ou com qualquer cirurgião ou hospital. Os sinais clássicos de infecção são vermelhidão, dor, calor, febre e secreção, podendo estes sinais estarem ausentes no diagnóstico ou presentes em intensidades variáveis.

 

O risco é maior nos primeiros dias de pós-operatório, sendo descritos alguns raros casos de infecções tardias, muitas vezes causadas por focos infecciosos em outros pontos do organismo que ganham a circulação sanguínea e se instalam nas mamas. O uso de antibióticos venosos durante a cirurgia e muitas vezes seu uso prolongado durante a internação e sua complementação com antibióticos orais no domicílio são fontes importantes de prevenção.

O maior temor em relação às infecções é quando utilizamos próteses mamárias. Assim como qualquer outro corpo estranho utilizado em cirurgias de outras regiões do corpo, caso as próteses sejam acometidas pela infecção, se faz necessária sua retirada cirúrgica com redução do volume e mudança de formato da mama operada por poucos meses. Depois deste período (em torno de 4 meses) é feita nova cirurgia para a colocação de um novo implante na mama acometida. Este risco existe para todas as pessoas que já foram operadas e não deixará de existir nunca, motivo pelo qual sua existência e repercussões devem ser tratadas claramente no pré-operatório.

Em cirurgias em que não há utilização de próteses, caso das mamoplastias redutoras sem prótese por exemplo, o uso de antibióticos para tratamento geralmente logra êxito sem maiores problemas.

Dr. Guilherme Ribeiro

cirurgião plástico que se dedica à cirurgia plástica há mais de 15 anos, em uma trajetória pautada pela ética, excelência técnica e constante atualização.