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Mitos e verdades sobre a Mamoplastia de Aumento

A mamoplastia de aumento é, sem dúvida, uma das cirurgias plásticas mais procuradas pelas mulheres atualmente. No entanto, mesmo sendo muito realizada e comentada nos veículos de comunicação, é comum receber em consultório pacientes que ainda têm dúvidas e receios em relação a esse procedimento cirúrgico.

Pensando nisso, separei os principais mitos e verdades sobre a colocação das próteses de silicone, visando esclarecer algumas informações importantes:

1. E se a minha prótese de silicone romper?

 O rompimento da prótese de silicone é um dos riscos que envolvem uma mamoplastia de aumento. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é preciso se desesperar quando um implante mamário se rompe, sobretudo quando a prótese foi colocada recentemente, já que, cada vez mais, os implantes evoluem a ponto de reduzir a incidência de alterações e dispensar a necessidade de troca. Além disso, devido à alta coesividade do gel presente nas próteses de silicone, não há risco de vazamento ou deslocamento do conteúdo da prótese para outras regiões do corpo. Dito isso, ainda assim é importante realizar os exames físicos regularmente e estar atenta ao aspecto físico da sua mama.

 

2.Mito ou Verdade: a prótese de silicone interfere no diagnóstico do câncer de mama?

 

Mito. Atualmente, os equipamentos de mamografia e ultrassom são extremamente modernos e o treinamento dos profissionais que realizam esses exames são avançados, proporcionando a precisão nos resultados, independe de ter ou não uma prótese de silicone.
No entanto, é importante dizer que a mamografia em mulheres com próteses é especial, já que para se obter corretamente as imagens dos seios, é necessário realizar a chamada ‘manobra de Eklund’, em que se traciona a mama para expor ao Raio X apenas o tecido mamário.


3. A próteses mamárias interferem na produção de leite?

A simples colocação das próteses de silicone em uma #mamoplastia de aumento NÃO influencia no potencial de amamentação e nem na produção de leite. Entretanto, algumas técnicas cirúrgicas mais complexas – como a redução mamária ou o lifting das mamas – podem sim interferir na amamentação futura. Isso porque essas cirurgias são feitas com incisões ao redor da aréola e removem parte do tecido mamário, podendo retirar uma quantidade de ductos lactíferos. Assim, é de extrema importância ter diálogo aberto e conversar sobre o assunto com o seu cirurgião antes de se submeter a uma #mamoplastia.

 

4. Qual a idade mínima para realizar uma mamoplastia?

 

De forma geral, podemos dizer que o limite mínimo de idade para realizar uma #mamoplastia é, pelo menos, 3 anos após a primeira menstruação. No entanto, é importante dizer que só uma avaliação médica clínica conseguirá averiguar se as mamas da paciente estão ou não totalmente formadas. O recomendado é que, nos casos em que é possível aguardar, a paciente espere até completar os 18 anos, idade em que o desenvolvimento corporal está, muito provavelmente, completo e adequado.

Além disso, deve ser bem esclarecido pelo médico, durante o pré-operatório, os riscos cirúrgicos, como uma possível interferência com o processo de amamentação, assim como todos os outros pontos importantes que envolvam as mamoplastias.

 

5. E se eu decidir retirar a prótese de silicone?


É usual que as mulheres desejem seios maiores e optem pela colocação de próteses de silicone, mas não se pode desconsiderar a possibilidade de que, no futuro, elas escolham removê-las. Nesse caso, é importante saber que a extensa maioria precisará realizar uma #mamoplastia complementar para remover o excesso de pele e remodelar os seios, já que estes estarão menos preenchidos. A técnica utilizada é a mesma indicada para corrigir a ptose e flacidez mamárias, a mastopexia. Em casos de mínimo excesso de pele, a cicatriz perioareolar pode ser suficiente para um resultado satisfatório. Em casos de flacidez moderada impõe-se o acréscimo de uma segunda cicatriz vertical que se estende da aréola até o sulco da mama. Nos casos de maior flacidez, a incisão no sulco mamário (abaixo dos seios) também é adicionada. Para saber mais, converse com seu cirurgião plástico .


6. 
Quais fatores que influenciam na escolha do volume da prótese?


Antes de qualquer coisa é preciso que você saiba: a escolha do volume da prótese vai muito além dos mililitros. Isso porque o volume que parece adequado para uma, pode não o ser para você, mesmo que sejam bem parecidas. Uma boa conversa com o seu médico será fundamental para que ele indique o que ficará ou não harmonioso no seu caso. Um bom profissional vai procurar atender ao máximo às suas expectativas, mas respeitar o seu tipo físico é fundamental para definir qual o volume da sua prótese. Fatores como presença de flacidez, tamanho do tórax, estilo de vida e sua preferência por tamanhos — maiores ou menores e/ou mais naturais — serão decisivos nesse momento. Também serão analisados o aspecto da sua mama, o seu tipo de pele e se há cobertura o suficiente para “esconder” o implante. Para que você não se arrisque e não tenha um resultado diferente do desejado, faça essa escolha em conjunto com o seu médico.

 

7. É possível colocar silicone e obter um resultado com naturalidade?

Sim! Se antes a maioria das pacientes optava por colos bem marcados e maior volume, hoje em dia a tendência que se observa é de mamas cada vez mais naturais, com volumes moderados e colo discreto e delicado. Isso é possível graças à evolução dos implantes de silicone que, atualmente, possuem formatos mais anatômicos e caimento exatamente igual ao colo natural.

 

8. É preciso trocar a prótese após quanto tempo?

Hoje em dia, devido à evolução na tecnologia das próteses utilizadas, não existe uma regra pré-definida em relação ao tempo para substituição dos implantes. As exceções que levam à necessidade de trocar as próteses são a contratura capsular (endurecimento da cápsula fibrosa que se forma ao redor da prótese), os efeitos da gravidade e do tempo (flacidez e ptose ou queda mamária), a ruptura da prótese de silicone. Uma vez que a prótese esteja no grupo das “saudáveis” ela não tem limite de duração. No entanto, o ideal é realizar o acompanhamento regular com o seu cirurgião e avaliar de forma individual a necessidade da troca dos implantes.

Dr. Guilherme Ribeiro

cirurgião plástico que se dedica à cirurgia plástica há mais de 15 anos, em uma trajetória pautada pela ética, excelência técnica e constante atualização.