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Prótese e amamentação – Mitos e verdades

Uma pergunta frequente no consultório e muito pertinente em toda mulher que se submete a mamoplastia em idade fértil é sobre o risco de a cirurgia interferir negativamente na amamentação. É importante ressaltar que algumas mulheres sem cirurgia nas mamas não conseguem amamentar após engravidar por motivos desconhecidos. Outro ponto importante é que o volume da mama não tem relação com o potencial de amamentar, ou seja, mulheres com mamas volumosas podem ter menos leite ou mais dificuldade do que mamas pequenas e sem volume. Assim, por estes motivos, grandes estudos a nível mundial encontram dificuldade de traduzir em números a relação e o grau de interferência das mamoplastias com o potencial para amamentar.

O que se tem bem estabelecido é que a localização do implante na frente ou atrás do músculo não tem relação alguma com a produção de leite, em outras palavras, esconder a prótese atrás do músculo não aumenta a chance de amamentar. A cirurgia de aumento mamário é, dentre as cirurgias de mama, a que menos interfere no potencial de amamentar. Isso significa que, se uma mulher operada não consegue amamentar, ela provavelmente não o conseguiria na ausência da cirurgia.

Por outro lado, quando se tem necessidade de incisar ao redor da aréola, em casos de redução ou levantamento das mamas, pode sim ocorrer uma pequena redução no potencial de amamentação. Estas observações são cruciais para uma paciente que se submete à cirurgia de aumento mamário, por mais que nos dias atuais existam diversos substitutos e complementos ao leite materno.

Dr. Guilherme Ribeiro

cirurgião plástico que se dedica à cirurgia plástica há mais de 15 anos, em uma trajetória pautada pela ética, excelência técnica e constante atualização.