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    Contratura capsular – diagnóstico e tratamento

    Muitas pessoas acreditam que as próteses de mama são duras e artificiais. É um grande equívoco pensar assim. As próteses são macias e o que pode causar o endurecimento é uma anormalidade chamada contratura capsular ou encapsulamento. Ao redor de toda prótese forma-se um envoltório fino chamado de cápsula, a fim de isolar o implante do organismo. Essa cápsula normalmente é fina e delicada, mas em alguns casos ela se torna espessa e passa a apertar a prótese em seu interior, caracterizando a contratura ou encapsulamento. Nestes casos a mama sofre alteração em seu formato, endurece e pode doer em casos mais avançados. A contratura pode ocorrer a qualquer tempo e pode ser uni ou bilateral. O quadro é benigno, mas, como incomoda e gera prejuízo estético, busca-se tratamento.

    Existem medicamentos que podem atenuar o quadro, mas o tratamento padrão ouro é a cirurgia. O preconizado é reoperar, trocar o implante e tratar a cápsula doente. Existe risco de recidiva do quadro, mas dispomos hoje de medidas preventivas que atenuam este risco, assim como próteses modernas com baixíssimo índice de contraturas.

    As próteses lisas apresentavam um risco de contratura que girava em torno de 50%, motivo pelo qual eram usualmente colocadas por baixo do músculo. As próteses texturizadas evoluíram para um risco bem menor, em torno de 15%. Já as revestidas de espuma de poliuretano apresentam risco baixíssimo, chegando perto da casa de 1%.

    Estudos acerca da contratura e seus fatores causais continuam ao redor do mundo para em algum dia melhorarmos ainda mais os resultados em cirurgias de mama.

     

    Dr. Guilherme Ribeiro

    cirurgião plástico que se dedica à cirurgia plástica há mais de 15 anos, em uma trajetória pautada pela ética, excelência técnica e constante atualização.