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    Técnica Dual Plane – Plano Duplo para colocação das próteses mamárias

    Uma das dúvidas mais frequentes das pacientes que desejam realizar uma mamoplastia de
    aumento é em relação ao plano de inclusão das próteses de mama. Afinal, é melhor na frente
    ou atrás do músculo?

    Traçando um panorama histórico, podemos dizer que a tendência inicial era a inclusão das
    próteses abaixo do músculo. Isso ocorria, principalmente, devido aos elevados índices de
    contratura observados nos primeiros implantes, à tendência que tinham de “escorregar” sobre
    os tecidos devido aos revestimentos de baixa aderência, e à baixa qualidade dos exames de
    imagem usados para detectar o câncer de mama, o que tornava os implantes submusculares
    mais seguros para pacientes com esse histórico.

    Com o passar dos anos as próteses evoluíram muito, sobretudo em relação aos índices de
    contratura, aderência aos tecidos e formatos anatômicos disponíveis. Além disso, os exames
    diagnósticos do câncer também tornaram viável e seguro o uso de próteses em quaisquer
    planos.

    Prótese por cima do músculo

    O plano supramuscular é aquele em que a prótese é colocada por cima do músculo e por trás
    das glândulas mamárias. Trata-se de uma boa alternativa para quem deseja um colo mais
    marcado, com seios mais projetados ou para quem opta por uma recuperação tranquila. O
    tipo de revestimento da prótese também pode influenciar na escolha deste plano.

     

    Prótese por baixo do músculo

    No plano conhecido como submuscular ou retromuscular, os implantes são posicionados sob
    os músculos peitorais da paciente. Trata-se de uma boa opção quando a paciente possui a pele
    muito fina ou é extremamente magra, a fim de evitar o aspecto artificial das mamas e outras
    complicações, como o efeito rippling (ondulações que causam um “enrugamento” evidente
    da prótese).

    O que é Dual Plane?

    A chamada Dual Plane é uma técnica recente utilizada nas mamoplastias de aumento que visa
    a colocação da prótese de silicone unindo os dois planos – subglandular e submuscular – em
    que metade do implante fica abaixo do músculo e outra metade acima.

    Esta técnica possui indicações específicas, como as pacientes magras, que não possuem
    tecido mamário suficiente e desejam um resultado de colo mais natural.

     

    As vantagens desta técnica:

    Entre as vantagens da técnica Dual Plane, vale destacar:
    ● A menor incidência de contratura capsular ao redor da prótese;
    ● Menor chance de “dobras” ou rippling;
    ● Colo menos marcado e menos “palpável”;
    ● Quando bem indicada, proporciona resultados naturais e mais duradouros.

     

    Afinal, qual o melhor plano de inclusão dos implantes?

    Não existe uma resposta pronta para isso. Em suma, podemos dizer que a escolha do plano de
    inclusão depende de vários aspectos, como:

    – O tipo de prótese utilizada (em especial o tipo de revestimento da prótese);

    – A técnica à qual o médico está mais familiarizado;

    – O resultado estético pretendido;

    – Características pessoais como largura do tórax, espessura da pele, histórico familiar de
    câncer de mama, entre outros.

    A avaliação do cirurgião plástico é fundamental para indicar as melhores técnicas em cada
    paciente.

    Dr. Guilherme Ribeiro

    cirurgião plástico que se dedica à cirurgia plástica há mais de 15 anos, em uma trajetória pautada pela ética, excelência técnica e constante atualização.